quinta-feira, 22 de outubro de 2009

FW: Bíblia sem exegese. O negócio de Saramago

 

 


 

Aconselho ler primeiro o anexo.

Zémaria



Assunto: RE: Bíblia sem exegese. O negócio de Saramago

 

Olá Dr. Silvino M. Ribeiro (ex-cônsul-geral em Frankfurt), tudo bem?

Depois de ler a análise de um advogado, neste caso o Dr. José Luís Seixas e, embora sabendo que não teremos necessariamente (o Dr. Silvino e eu), a mesma opinião em relação a questões religiosas, une-nos, seguramente outras vertentes, como seja, a razoabilidade, a boa-fé, a sinceridade, a tolerância, etc. Estou certo, não é verdade?

Ora, neste pressuposto, permita-me algumas considerações sobre a análise em causa.

Ele refere que “Saramago tem um problema pessoal mal resolvido com a religião”. Não creio que ele se julgue o próprio Deus como ali é referido, embora o considere (Saramago) arrogante de mais para o meu gosto. Contudo, uma questão mal resolvida com a religião deveriam, no meu entender, ter todos os homens de boa vontade, a menos que a memória seja, nalguns casos, muito enfezada, pois é por demais conhecido o comportamento da nossa religião ao tempo do fascismo em Portugal, ao “nazismo” na Alemanha e noutras situações históricas pelo mundo católico fora, nomeadamente no Chile.

Saramago não rejeitou a Pátria, como ali é referido. Foi vilipendiado, como mais tarde se verificou, até pelo reconhecimento internacional que veio a merecer, continuando, como recentemente afirmou, a considerar-se português de corpo e alma, e o facto de estar emigrado não deve ser considerado pejorativo, senão, então, quantos de nós o seriam! Ele, Saramago, continua a pagar pontualmente (segundo afirma) os seus impostos em Portugal, a aceitar convites para estar presente, em Portugal, em discussões literárias e outros convites que lhe são dirigidos, enfim, a gostar de Portugal e dos portugueses. Diz o autor da “análise” que, com a idade, se acentuam os defeitos e as virtudes. Certo. Saramago tem vindo, por exemplo, a demarcou-se de certas demagogias da esquerda. Isto é o acentuar de defeitos ou das qualidades?

Refere ainda José Luís Seixas que a Bíblia recomenda tolerância, respeito e misericórdia, o que ele flagrantemente não acata. Ora, tudo aquilo é também muito discutível. Não é de todo necessário conhecer a Bíblia (repare que escrevo com letra grande!) se se ler Nitsche (O Anti-Cristo), onde é referido e documentado o contrário. Numa coisa, porém, estou quase de acordo com o Pregador da “Coluna Vertical”. Não gosto do homem (José Saramago) mas aprecio, contudo, a sua capacidade inventiva, o seu elegante humor, o seu estoicismo, a sua coragem de utilizar a liberdade de pensamento sem se preocupar com o contraditório. Parece-me autêntico, e não é plausível que o faça por razões comerciais como referem.

Bom, era a análise de José Luís Seixas, esta é a minha.

Um abraço

Zémaria

 

PS. Pode utilizar este comentário como entender, nomeadamente enviá-lo ao autor, se considerar pertinente.

 


De: silvino ribeiro [mailto:silvinomribeiro@gmail.com]
Enviada: quarta-feira, 21 de Outubro de 2009 10:09

Bom dia,

 

Por julgar de interesse junto um análise de um advogado.

 

Com um abraço amigo

Silvino Ribeiro

 

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quinta-feira, 2 de abril de 2009

Falências: Acção consertada?

Digamos que ...
esta série a que assistimos, de "falências" em cadeia, é uma acção consertada. Não pode ser por acidente que, algumas firmas que em 2007 tiveram lucros históricos, de repente, um ano depois, estejam na ou à beira da falência. Também não me parece que o facto de Durão Barroso ter sido escolhido para a presidência da União Europeia tenha sido por acaso.
A prepósito: conhecem alguém, no vosso círculo de amigos, que tenha deixado de comer, de andar calçado, de ter automóvel, de ter televisão ou computador, de ter telemóvel e tudo o mais que habitualmente, nos tempos que correm é vulgar ter-se?
Então como se justifica que as empresas (de repente) tenham necessidade de encerrar?
Perguntem às pessoas vossos conhecidas, que tenham tido o azar de estar numa dessas empresas, se o produto não saíu, isto é: se as empresas não conseguiram vender os seu produtos, se têm os armazéns cheios e não realizam negócios, e vão verificar que, na grande maioria das situações, isto não acontece.
Sendo assim, começa a fazer algum sentido o título desta mensagem. Que se passa na realidade (salvo algumas excepções, naturalmente)?
A que propósito resolveram "sacar" dinheiro ao estado e o estado aceder a estas exigências?
A que propósito se assiste todos os dias ao desmantelar das regalias da chamada classe média?
A que propósito, especialmente na altura das negociações tarifárias, se provoca desemprego e, consequentemente, se reduz a segurança, as regalias e se desencoraja as renvindicações dos seus empregados?
A mim parece-me que o fio das respostas surge sem meditar muito.
Digamos que ... há aqui, de facto, um tipo de actuação que só pode ser combinado para se atingir, a favor dos "eleitos", uma situação previlegiada, a criação de modernas castas, um estatuto superior, a que "os tais" se julgam com direito.
Não sei se o vulgo cidadão poderá fazer alguma coisa para inverter o que suponho ser a realidade dos factos, mas há que estar atentos e, quem sabe, vir este a ter necessidade de fazer alguma coisa para repor a sua dignidade na sociedade e na vida.

terça-feira, 31 de março de 2009

Envio de mensagem por E-Mail - Blog

Olá!
Esta mensagem serve para verificar a funcionalidade do envio de
mensaens articuladas com o meu blog.
E assim termino esta iniciação aos Blogs
Zémaria

Amanhã 1 de Abril !!!


Cuidado amigos com as notícias sensacionais que vos poderão aparecer amanhã ! O que vos afirmo hoje, ainda é verdade. Que criei um blog para, deste modo, dialogar convosco, está certo. O que vier a escrever amahã, duvidem. Pode ser mentira!
(Melhor: brincadeira!)

Bem vindo ao meu blog !


Decidi iniciar hoje, dia 31 de Março de 2009, um blog, de modo a poder dar a conhecer os meus pontos de vista sobre vários temas, as minhas críticas sociais e dar opiniões sobre a vida em sociedade. Espero ter a vossa visita frequentemente.
Um abraço.